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Perda de colágeno na pele: a partir de que idade?

Equipe Inova Blush · Atualizado em · 6 min de leitura

A perda de colágeno com a idade não tem um ponto de partida único. Ela é gradual, acontece ao longo da vida adulta e costuma ficar mais visível depois da menopausa, quando o estrogênio cai. O ritmo muda de mulher para mulher e depende muito de quanto sol a pele já recebeu.

Mulher madura de cabelo grisalho cuidando da pele de manhã no banheiro
Neste artigo
  1. O que é colágeno e para que serve
  2. A partir de quando a produção cai
  3. O papel da menopausa
  4. O que acelera a perda
  5. O que dá para fazer na rotina
  6. Uma rotina simples, se você quiser apoio de produtos

O que é colágeno e para que serve

O colágeno é uma proteína. Existem 28 tipos no corpo, e juntos eles somam cerca de 30% de todas as proteínas que temos, segundo uma revisão publicada na revista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Na pele, o colágeno fica na derme, a camada logo abaixo da superfície. Lá, as fibras formam uma rede que dá resistência e elasticidade. É essa rede que ajuda o rosto a voltar ao lugar depois de um sorriso ou de uma noite de sono em cima do travesseiro.

Colágeno não trabalha sozinho. As fibras elásticas, feitas de elastina, dão o retorno da pele depois de um movimento. Quando as duas redes perdem a integridade, o resultado aparece como flacidez e linhas mais marcadas.

Outro detalhe ajuda a entender por que a perda pesa: em adultos, o colágeno se renova muito devagar. Por isso, o que se perde tende a demorar para voltar, e proteger o que existe vale mais do que correr atrás depois.

A partir de quando a produção cai

Quando a pergunta é "em que idade começa?", a resposta honesta é que não existe um número exato. O que a ciência mostra é um processo contínuo.

Com o passar dos anos, a quantidade de colágeno na derme diminui e a rede de fibras fica mais fragmentada. Ao mesmo tempo, as células que fabricam colágeno, chamadas fibroblastos, produzem menos. Isso aparece em uma pesquisa de laboratório que comparou células de pessoas de 18 a 29 anos com células de pessoas com mais de 80: as mais velhas fabricaram menos procolágeno tipo I. Os autores também viram sinais de que a pele envelhecida recebe menos estímulo mecânico, o que atrapalha as células.

Uma observação sobre números que circulam por aí. Você deve ter lido que "perdemos 1% de colágeno por ano" ou que "a menopausa destrói 30% em cinco anos". Esses valores aparecem em muitas matérias, mas não conseguimos ligá-los a uma pesquisa clara e atual. Trate como estimativas, não como regra. O único dado que confirmamos vem de um estudo de 1987 com mulheres pós-menopausa, que mediu queda de 1 a 2% ao ano no colágeno da pele.

Fase da vidaO que se sabeO que costuma ajudar
Vida adulta antes da menopausaPerda lenta e gradual. O sol acumulado ao longo dos anos pesa muito.Protetor solar todos os dias, hidratação, sono e não fumar
Perimenopausa e menopausaA queda do estrogênio está ligada a menos colágeno e menos elasticidade.Os mesmos hábitos, mais conversa com ginecologista e dermatologista
Anos depois da menopausaA pele tende a ficar mais fina, mais seca e com menos firmeza.Hidratação regular, proteção solar e acompanhamento médico

Como essa perda aparece no espelho

Não existe um sinal único, mas os mais comuns são:

  • pele mais fina e delicada;
  • marcas de expressão que demoram mais para sumir;
  • menos firmeza no rosto, no pescoço e no colo;
  • cicatrização mais lenta;
  • pele mais seca, que repuxa depois do banho.

Nenhum desses sinais prova, sozinho, que o colágeno caiu. Eles também têm outras causas, como ressecamento e sol. Em caso de dúvida, o dermatologista examina e orienta.

O papel da menopausa

A menopausa é um dos momentos em que a mudança fica mais perceptível. Revisões científicas apontam que o estrogênio ajuda a manter a pele grossa, elástica e com colágeno. Quando ele cai, a pele tende a ficar mais fina, mais seca e menos firme, e a cicatrização fica mais lenta.

Uma revisão sobre menopausa e tecido conjuntivo descreve forte relação entre perda de colágeno e falta de estrogênio. Outra, publicada na revista da SBD, aponta o declínio do estrogênio como responsável por parte da atrofia da pele, da redução de colágeno e da perda de elasticidade.

Isso não quer dizer que toda mulher vai sentir do mesmo jeito. O estudo de 1987 mostrou uma tendência média, e cada pessoa tem o seu ritmo.

Reposição hormonal é uma decisão médica, com riscos e benefícios que dependem de cada caso. Converse com a sua ginecologista antes de pensar nisso. Este guia não indica nem desaconselha hormônio.

Se a pele está ressecada nessa fase, veja também pele seca na menopausa: o que fazer na rotina.

O que acelera a perda

Parte da perda de colágeno é natural, ligada ao tempo. Outra parte é externa e, em boa medida, você pode influenciar.

  • Sol. A radiação ultravioleta é o principal fator externo do envelhecimento da pele. Esse efeito se soma ao do tempo, e quem tem pele mais clara e vive muito ao ar livre tende a ter mais danos acumulados.
  • Cigarro. O tabagismo é um fator conhecido de envelhecimento precoce da pele.
  • Sono ruim, estresse e alimentação desequilibrada. Eles afetam a saúde geral, e a pele costuma refletir isso.
  • Genética e hormônios. Não dá para mudar, mas ajudam a explicar por que duas amigas da mesma idade têm peles tão diferentes.

Os cientistas que estudam o assunto descrevem que o envelhecimento causado pelo sol e o causado pelo tempo seguem caminhos parecidos dentro das células. Na prática, isso significa que proteger a pele do sol também ajuda a preservar o colágeno que você ainda tem. Leia como escolher em protetor solar para pele madura.

O que dá para fazer na rotina

Nenhum creme, sérum ou cápsula devolve todo o colágeno perdido. O que existe é um conjunto de hábitos que ajuda a proteger o que você tem e a manter a pele confortável.

  1. Protetor solar todo dia. Chova ou faça sol, com reaplicação se você ficar ao ar livre.
  2. Limpeza suave e hidratação. Pele hidratada fica mais confortável, mais macia e com aparência mais descansada. A rotina de skincare para pele madura em 3 passos mostra o caminho.
  3. Não fumar. Se você fuma, pergunte ao seu médico sobre formas de parar.
  4. Dormir bem e comer com equilíbrio. Uma alimentação variada, com proteínas, ajuda o corpo todo. Se tiver dúvida, uma nutricionista orienta.
  5. Pense no suplemento com cautela. A evidência de que colágeno ou ácido hialurônico oral mudam a pele é limitada. Entenda melhor em colágeno ou ácido hialurônico: qual escolher.
  6. Converse com um dermatologista. Se a flacidez ou as rugas incomodam, ele pode explicar as opções feitas em consultório. Veja também o que dá para esperar em flacidez facial depois dos 50.

Promessas para olhar com desconfiança

Se um produto garante "repor todo o colágeno perdido" ou "devolver a pele de 20 anos", desconfie. Ninguém consegue prometer isso, nem com suplemento, nem com creme. Boas fontes falam em ganhos pequenos, em prazos de semanas ou meses, e deixam claro o que ainda não se sabe.

Uma rotina simples, se você quiser apoio de produtos

A Inova Blush tem o Kit Completo, que reúne as Cápsulas Fórmula Gold (ácido hialurônico, 30 cápsulas, uma por dia), o Sérum Facial com ácido hialurônico (30 ml) e o Creme Hidratante (40 g). Funciona como uma rotina de cuidado e hidratação para a pele madura, sem substituir o protetor solar nem a consulta com o dermatologista. Os kits têm frete grátis e 60 dias de garantia: veja os kits.

Este texto é informativo e não substitui consulta médica.

Perguntas frequentes

Com que idade o colágeno começa a cair?

Não existe uma idade exata. A queda é gradual ao longo da vida adulta e varia de pessoa para pessoa. Para a maioria das mulheres, as mudanças ficam mais visíveis por volta da menopausa. Sol, genética e hábitos pesam tanto quanto o número da idade.

A menopausa derruba o colágeno?

A queda do estrogênio está ligada à perda de colágeno e de elasticidade da pele, segundo revisões científicas. Um estudo antigo com mulheres pós-menopausa mediu queda de 1 a 2% ao ano no colágeno da pele. Cada mulher reage de um jeito, e vale conversar com a ginecologista.

Suplemento de colágeno repõe o que se perde?

Isso não está provado. Análises de estudos mostram ganhos pequenos em hidratação e elasticidade, mas uma delas não achou efeito nos trabalhos independentes e de melhor qualidade. O colágeno engolido é digerido em pedaços menores, e não está provado que isso vire colágeno novo na pele.

Dá para recuperar o colágeno que já foi perdido?

Dá para proteger o que você tem e desacelerar a perda, principalmente com protetor solar diário. Recuperar o que já se foi é mais difícil, e alguns procedimentos feitos em consultório têm esse objetivo. Quem avalia o que faz sentido para o seu caso é o dermatologista.

Cigarro e sol aceleram a perda de colágeno?

O sol é o principal fator externo do envelhecimento da pele e acelera a degradação do colágeno. O cigarro também é um fator ligado ao envelhecimento precoce da pele. Parar de fumar e usar protetor solar todos os dias estão entre as medidas mais valiosas.

Fontes

  1. Varani J, et al. Decreased collagen production in chronologically aged skin: roles of age-dependent alteration in fibroblast function and defective mechanical stimulation. Am J Pathol, 2006 · PubMed
  2. Brincat M, et al. A study of the decrease of skin collagen content, skin thickness, and bone mass in the postmenopausal woman. Obstet Gynecol, 1987 · PubMed
  3. Fisher GJ, et al. Mechanisms of photoaging and chronological skin aging. Arch Dermatol, 2002 · PubMed
  4. Calleja-Agius J, Brincat M. The effect of menopause on the skin and other connective tissues. Gynecol Endocrinol, 2012 · Gynecological Endocrinology
  5. Carneiro JL, et al. Os efeitos dos estrogênios e fitoestrogênios na pele humana e seu uso tópico para prevenção do envelhecimento cutâneo: revisão da literatura. Surgical & Cosmetic Dermatology (Sociedade Brasileira de Dermatologia), 2020 · SBD
  6. Papaiordanou F, et al. Colágeno e pele: da estrutura às evidências de sua suplementação oral. Surgical & Cosmetic Dermatology (Sociedade Brasileira de Dermatologia), 2022 · SBD

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